"Bensimon apresenta um romance brilhante, que conta a viagem íntima de duas estudantes pelo coração do Rio Grande do Sul. A autora brasileira desenvolve uma narrativa atenta aos detalhes, retratando com frescor as paisagens humanas."

Lire Magazine Littéraire

"Com intensa poeticidade, a escritora traça um novo mapa dos afetos, sem tabus. Seu retrato do Brasil profundo e seus breves esboços de Paris surpreendem pela delicadeza e originalidade."

Les Echos

"Uma bela e melancólica história de amor."

Libération

"Sensibilidade, sutileza, perícia e ironia são a tônica deste texto em que a romancista transforma todos os detalhes em um item complexo."

La Razón

"A cada quilômetro rodado ou página lida, o leitor tem a impressão de avançar externa e interiormente com e por aquelas personagens. É uma viagem cujos princípio e término são fugidios, mas que chama a atenção para paisagens humanas muito bem compostas."

André de Leones, Estado de S. Paulo

"Bensimon trata das tensões inerentes à afirmação da identidade cultural e ao exercício da liberdade individual no Brasil do início do século 21. (...) Nesse caminho,  constrói passagens marcantes."

Roberto Taddei, Folha de S. Paulo

Cora e Julia não se falam há alguns anos. A intensa relação do tempo da faculdade acabou de uma maneira estranha, com a partida repentina de Julia para Montreal. Cora, pouco depois, matricula-se em um curso de moda em Paris. Em uma noite de inverno do hemisfério norte, as duas retomam contato e decidem se reencontrar em sua terra natal, o extremo sul do Brasil, para enfim realizarem uma viagem de carro há muito planejada. Nas colônias italianas da serra, na paisagem desolada do pampa, em uma cidade-fantasma no coração do Rio Grande do Sul, o convívio das duas garotas vai se enredando a seu passado em comum e seus conflitos particulares: enquanto Cora precisa lidar com o fato de que seu pai, casado com uma mulher muito mais jovem, vai ter um segundo filho, Julia anda às voltas com um ex-namorado americano e um trauma de infância.


Todos nós adorávamos caubóis é uma road novel de um tipo peculiar; as personagens vagam como forasteiras na própria terra onde nasceram, tentando compreender sua identidade. Narrada pela bela e deslocada Cora, essa viagem ganha contornos de sarcasmo, pós-feminismo e drama. É uma jornada que acontece para frente e para trás, entre lembranças dos anos 1990, fragmentos da vida em Paris e a promessa de liberdade que as vastas paisagens do sul do país trazem. Um western cuja heroína usa botas Doc Martens.

 

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