July 28, 2008

PDV, Bravo!, agenda

Category: Mondo Literário — bensimon @ 11:10 pm

Pausa no Sinuca para dar a agenda/informações do Pó de Parede (link ali do lado, na capinha, para sinopse & capítulo degustação). Já que as pessoas andam perguntando, vamos lá:

* Aqui em Porto Alegre, juro que tem na Cultura, Livrarias Porto, Palavraria, Bamboletras, Palmarinca, Livraria Terceiro Mundo (Campus do Vale).
* No interior do RS, tu encontra Pó em Caxias (Arco da Velha), Pelotas (Livraria Mundial), Novo Hamburgo (Digital) e Rio Grande (dentro da FURG, perdão, esqueci o nome). Mas fato é que dá pra tentar com seu livreiro favorito, ou o único da cidade, esteja onde estiver - parece que até em Santiago do Boqueirão o livro foi encomendado.
* Fora do RS, a Cultura é a grande opção. Para os estados do sul, tem a Curitiba/Catarinenses. A editora é jovenzinha, mas logo estará mais perto de ti. A partir dos lançamentos (coloco as datas logo abaixo), aumentaremos os pontos-de-venda no Rio e em São Paulo (digo, teremos pontos-de-venda no Rio de Janeiro).

Edição de agosto da Bravo!: vai sair um misto de matéria sobre mim e resenha do Pó, escrita pelo Luiz Ruffato. Baita orgulho. Curiosa pra ver.

Tá. Agora lançamento do Pó de Parede e demais títulos da Não Editora em São Paulo e no Rio.

São Paulo
07/08 (quinta) - Lançamento na Mercearia São Pedro (Rodésia, 34 - Vila Madalena), a partir das 19h30.
09/08 (sábado) - Os autores da Não lêem no Vocabulário, no b_arco (Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 426 - Pinheiros), às 20h.

Rio de Janeiro
11/08 (segunda) - Lançamento na Livraria da Travessa Ipanema (Visconde do Pirajá, 572), a partir das 19h30.
12/08 (terça) - Os autores da Não lêem no Clube de Leitura da Baratos da Ribeiro (Barata Ribeiro, 354), às 20h.

Compareçam, ou me escrevam prum café.

July 22, 2008

Percebi

Category: Uncategorized — bensimon @ 11:04 pm

Meu tempo não é linha reta, é circular. Quando eu tiver uns dez livros publicados, é muito provável que todos eles vão estar dizendo isso, de dez maneiras diferentes.

July 20, 2008

Novo final

Category: Processo Criativo — bensimon @ 8:02 pm

Parece até feito para quando os jornalistas perguntam de que forma os blogs se relacionam com a literatura, mas não foi estratégia de marketing, juro que foi sem querer: o post aí de baixo me deu a grande idéia para o capítulo final do Sinuca, que terminei de escrever hoje. É um capítulo que não estava planejado, simplesmente aconteceu (toma, planejamento). Fiquei satisfeita. Do jeito que terminava, não estava me agradando de todo. Se vão me chamar de pós-moderna? Putz, não queria. Mas agora tá feito. E segue o trabalho pesado de revisão/reescritura.

July 9, 2008

O mais pessoal que pode ficar

Category: Processo Criativo — bensimon @ 9:17 pm

Ontem eu precisava captar algumas sensações para o capítulo final do Sinuca embaixo d’água, e fui no local que poderia me causar essas necessárias sensações. Engraçado que tudo pareça frio e calculista quando é só um plano, mas, quando a gente dá o play, as coisas acabam acontecendo de um jeito comovente. Na verdade, foi algo bem irônico o fato de eu ir procurar o drama final do meu livro e acabar encontrando um drama pessoal.
Dirigi para a Zona Sul e, na beira do Guaíba, lá estava a casa salmão. De noite, eu já tinha visto que ela estava sendo demolida, reformada, cortada ao meio ou sei lá o quê. De dia, pareceu bem mais triste, sobretudo porque é mais visível o desgaste da pintura, o pátio que agora vai virar outra coisa ou outra casa, a janela que dá a impressão de mostrar uma sala vazia, e depois houve também a mulher entrando, lutando com o portãozinho, que teimava em não abrir. A porta também cedeu de um jeito estranho.
Enquanto isso, exatamente em linha reta, os restos do Timbuka. Atravessei a rua, porque isso era importante também para a minha história, e vi que o chão ainda está todo lá. Andei sobre ele, e era como se eu andasse sobre uma planta baixa. Estranho que, sem paredes, sem mesa de sinuca, sem nada, o lugar pareça tão pequeno. Tentei imaginar as coisas que estavam ali antes. E isso, e o tempo cinza, que parecia ideal para o fim de capítulo, mas que na verdade estava mais fazendo eu coletar mais uma dorzinha em mim e absolutamente nada para a literatura (será?), gerou uma espécie de epifania para o mal. De repente percebi que tudo que está no livro não está mais, fisicamente, no mundo. O meu melhor amigo que morreu. A banda, essa banda que toca no fundo de cada página do romance, que já não existe mais. E agora também, e como se o Sinuca pudesse ter previsto, ou como se acelerasse o processo de desgaste das coisas, o Timbuka demolido quando eu estava mais ou menos pela metade do livro. Eu não sabia, como também não sabia que a casa salmão ia ser reformada, destruída, ia, enfim, virar alguma outra coisa, então tenho nas mãos (pronta a primeira versão) um romance que fala de coisas que já não existem mais. Se foi uma tristeza juntar os pontos e traçar a ausência de tanta gente e tanta coisa, parece que foi também uma maneira de perceber que literatura é exatamente isso, e tudo ainda há de estar ali.