May 27, 2008

Sinestésica

Category: Processo Criativo — bensimon @ 5:37 pm

Será que eu vou arruinar tudo se ficar ouvindo Sigur Rós durante o processo criativo? Vá que apareça no meio da história um fiorde absolutamente sem contexto.

May 26, 2008

Quando se tem outras coisas

Category: Mondo Literário, Processo Criativo — bensimon @ 7:47 pm

Quase ninguém pode se dar ao luxo de não fazer outras coisas, e escrever e basta. O pior de tudo é que, quando se tem outras coisas, além de tomarem algum tempo, acabam sendo de mais simples execucação e por isso, na grande fila de tarefas, tomam a frente. É porque o processo criativo tem esse tempo morto, que na verdade morto não é, esse tempo circular ou espiralado em que parece que nada evolui. Lidar com ele é complicado para quem não resiste ao prazer de riscar (literalmente) as obrigações da lista de obrigações. “Capítulo tal” é sempre o mais difícil de riscar. Mas vamos lá. Faltam dez. E dez é sempre contagem regressiva.

May 20, 2008

Voltei

Category: Mondo Literário, Processo Criativo — bensimon @ 9:42 pm

Opa, as desculpas sinceras pelo tempo longe em primeiro lugar, mas a culpa é da própria literatura, e do que vem junto dela. É que, sabe, estou em vias de lançar esse outro livro, esse outro livro chamado Pó de Parede, que é propriamente o meu livro de estréia, e assim eu sempre quis que fosse. Devo ter escondido tão bem o processo de escrevê-lo (durou um ano inteiro), que agora me dizem: mas que livro? Quando tu escreveu? É que só querem saber do livro-que-nem-nasceu-e-já-tem-prêmio. Eu rio de monte e digo Qualé, espera que tu vai gostar. Na verdade, me divirto e me incomodo em iguais proporções, porque hoje não basta ser um escritor velho e barbudo trancado em casa, tem que se colocar a cara nos periódicos e alinhar as estratégias mercadológicas e, por sorte!, na editora posso participar de todas as etapas e todas as decisões (sonho leonino). E, bem, enquanto me envolvo com essas coisas que são e não são literatura, tenho também que tocar o Sinuca, que complica-se cada vez mais. Chegou a hora digamos de começar a resolver tudo que estava aberto, o que leva a sessões torturantes de ficar perguntando coisas para si mesmo, do tipo Tá, mas se ele saiu da cidade, por que ele bla bla bla… e no fim tudo precisa ser convincente. É. Por exemplo, um dos grandes problemas agora é esse: tudo bem, sabemos que o Sinuca não é um livro policial nem nada que demande uma resolução fechadíssima, mas sabemos que, de certa maneira, o livro colocou uns mistérios aqui e ali, e o leitor ficaria muito frustrado se o livro acabasse sem nenhuma resposta. Só para variar, a solução é o equilíbrio. Chegarei lá. De modo que é preciso levar os personagens para passear no parque, e que eles falem, e que eles contem os seus problemas. Hahaha, é justamente assim que começam os mitos & lendas sobre processo criativo, mas fato é que estou apegada a todos eles, que são eus, que são outros, que são os que não fui e os que gostaria de conhecer ou de ter conhecido.