Olá, sou eu. Andava meio desatualizado isso daqui, ahn? Se você está procurando algo sobre meus livros, aí estão, na coluna da direita. Pó de parede (Não Editora, 2008) foi finalista do Açorianos e ganhou o Gauchão de Literatura. Uma segunda edição foi publicada no início deste ano. Sinuca embaixo d'água (Companhia das Letras, 2009), meu primeiro romance, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, Jabuti e Prêmio Bravo!.
Entre setembro de 2008 e setembro de 2010, morei em Paris, mas agora estou de volta a Porto Alegre. Às vezes colaboro com a imprensa, às vezes publico um conto, às vezes traduzo alguma coisa. Quinzenalmente, colaboro com o blog da Companhia das Letras. Estou escrevendo um novo romance, mas não me pergunte quando isso vai acabar.
Algumas coisas que aconteceram em 2011: saiu um conto meu no quarto volume da série Ficção de Polpa (Não Editora), dedicado ao gênero policial. Também colaborei com um conto numa antologia de temática feminina publicada pela Scipione.
Traduzi alguns quadrinhos. Três Sombras e Na Colônia Penal saíram pela Companhia das Letras. Quando Eu Cresci, pela Ática.
Sinuca embaixo d’água é uma história construída em torno de uma ausência. Sete personagens narram um momento de luto, depois que Antônia, uma garota na casa dos vinte anos, morreu num acidente de automóvel. Boa parte dos episódios transcorre no bar do Polaco. Às margens de um lago, os fundos do bar abrigam um salão de sinuca.
O local é frequentado por Camilo, irmão rebelde de Antônia, que tinha uma relação especial com a irmã: entre a adoração e o instinto protetor. Sua principal ocupação é montar e desmontar carros antigos.
O tímido e doce Bernardo era colega de faculdade de Antônia, com quem ela mantinha um romance platônico. É ele quem vai esboçar uma investigação sobre o acidente: estaria ela embriagada, transtornada por uma briga passional, fugindo, sendo seguida?
Bernardo e Camilo não são os únicos a se ocupar dessa ausência. Polaco, a jornalista Helena, o publicitário Gustavo, o vizinho Lucas e o forasteiro Santiago estão todos ligados, entre si e a Antônia, graças a esse acontecimento trágico, que instaura outro tempo, feito de memória, dificuldade de expressão e necessidade de um novo aprendizado.
Beatriz Resende, O Globo leia a resenha completa"Cuidadosamente construída com precisão digna de romancista experiente, a narrativa é conduzida pelas vozes que sofrem aquela ausência que parece ocupar todo o tempo e o espaço na cidade pequena demais, com um lago sujo demais. (...) Por que cada sofrimento é único, as vozes precisam ser peculiares, os discursos próprios, a narrativa modulada por cada voz que a conduz. Não é tarefa fácil, mas Carol a enfrenta e se sai bem da dura tarefa que se impôs. Talvez porque consiga tirar o olho do próprio umbigo e olhe à volta com toda a força de sua sensibilidade."
Joca Reiners Terron, Guia da Folha"Realmente espantosa a prosa de 'Sinuca embaixo d'água', construída com coloquialidade saborosa e inventividade nas imagens. (...) Uma estreia que sugere permanência e triunfos ainda maiores no futuro."
Ieda Magri, Jornal do Brasil leia a resenha completa"Imaginar uma sinuca embaixo d'água implica em pensar um movimento mais pesado, mais lento, como numa atmosfera de sonho. O barulho das bolas se chocando fica abafado, constrangido de mostrar-se alegre. É exatamente este o clima, o tom do livro: uma atmosfera carregada, abafada, que guarda uma inflamação no peito das personagens. Mas nem por isso o ritmo da narrativa é lento, pesado. Ao contrário, é deslizante como os patins de Bernardo, que abre e encerra o livro."
Carlos André Moreira, Zero Hora leia a matéria completa"Em uma prosa que consegue dotar cada personagem de uma voz sutil e plenamente reconhecível mesmo sem apelar para experimentaçõees de linguagem, Carol Bensimon conduz com segurança a trama, mantendo afinada a pauta de temas da história: o luto, a ausência, uma certa falta de sentido da existência só perceptível em seu fim abrupto e uma irrevogável e melancólica sensação de fim de ciclo que perpassa todo o romance."
Ronaldo Bressane, Brasil Econômico veja a matéria completa"Carol Bensimon comete com Sinuca embaixo d'água uma novela exemplar, ao tecer uma trama de afetos que perdem o chão após uma perda comum; a superação do luto e a tentativa de recriar o cotidiano destroçado são tratados com suavidade e dissonância, em um texto emocionante."
Maurício Melo Júnior, Rascunho leia a resenha completa"(...) 'Sinuca embaixo d'água' dá a garantia de que a literatura se renova com qualidade. E embora fale de um mundo em degradação, fortalece a esperança de que é possível escrever com paixão e consequência."
Leandro Sarmatz, Vida Simples"Um pequeno ensaio sobre a dor e o luto – construído com inteligência, rock e, por mais paradoxal que seja, vitalidade."
Cadão Volpato, Valor Econômico leia a matéria completa"'Sinuca' herdou todas as qualidades do primeiro livro e vai além, o tratar com uma espécie de maturidade pop um tema severo como a morte."
Flávio Ilha, Aplauso leia a resenha completa"'Sinuca embaixo d'água' reúne boa parte das qualidades que se espera de um texto literário: ritmo, encadeamento, tensão, encanto, poesia. E, claro, estilo também."
Ivana Arruda Leite leia o post completo"Como pode uma menina que nasceu em 1982 escrever tão bem, ter um texto tão firme, tão maduro, tão profundo? (...) O livro é de contos, mas tem três apenas. Os contos são bem grandes para os padrões atuais. Em tempo de escrita apressada e minimalista, é um refresco ler os contos da Carol."
Luiz Ruffato, Bravo! leia a resenha completa"Composto de três histórias que, embora autônomas, têm em comum uma melancólica visão da passagem da adolescência para a vida adulta, o livro consegue apropriar-se desse tema de forma bastante original. Fugindo da banalidade de uma narrativa egóica e linear, Carol constrói personagens verossímeis que vivenciam um mundo reconhecível, por meio de olhares diversos e complementares, e se utilizam de uma linguagem que, como o pó da parede, esconde estruturas sólidas."
Carlos André Moreira, Zero Hora leia a resenha completa"A expressão pó de parede remete à arquitetura e à passagem do tempo, e é a articulação justamente desses dois elementos o mote das narrativas reunidas por Carol Bensimon em seu livro de estréia. Três histórias que apresentam uma unidade e um domínio técnico admirável para uma primeira publicação autoral."
Daniel Galera"Os três contos são ótimos e no conjunto eles têm força também. A Caixa é meu favorito, e na verdade é um dos melhores contos que li em muito tempo. A linguagem é afinada, as descrições são ótimas, aqui e ali surgem comparações maravilhosas. A estrutura está perfeita, os personagens muito bem desenhados, e não lembro de ter visto uma peça arquitetônica ganhar status de personagem de modo tão poderoso em qualquer outro conto."
Tony Monti, Rascunho leia a resenha completa"Do tom mais melancólico e delicado do primeiro conto e das críticas explícitas à homogenização e às implacáveis leis do mercado nos outros dois, surgiu na minha leitura de Pó de parede certa angústia em relação ao mundo descrito. As sutis revoltas dos personagens, em particular as dos escritores, são asfixiadas pelo ideal do acúmulo de dinheiro. A homogenização das práticas iguala vender casas a vender livros em uma única questão de propaganda e marketing."
Milton Ribeiro leia a resenha completa"A primeira surpresa é a inventiva prosa de Carol. Ela tem um pensado trabalho de linguagem em que toda rebarba fica de fora, mas o resultado não é daquele gênero no qual a inteligência e o suor do autor acabam por sufocar quem lê; não, o resultado é leve, coloquial e poético. Seus diálogos, por exemplo, são ótimos, transcritos de forma pouco convencional, variando entre o formato utilizado por Saramago, o de Pedro Rosa Mendes e disposições que parecem poesia, soltas no ar. O texto é pontuado por analogias muito próprias e femininas, distantes de quaisquer clichês ou influências reconhecíveis. Sim, Carol Bensimon é excelente escritora."
Cadão Volpato, Valor Econômico leia a matéria completa"Os três contos de Pó de Parede surpreendem pela construção e pelo estilo. Carol possui uma voz, este instrumento tão difícil de encontrar nos escritores iniciantes. E ao mesmo tempo possui uma ambição literária que a faz pensar e repensar, montar e remontar os textos que escreve, ensopando a inspiração com muita transpiração. O leitor não deve esperar grandes confissões pessoais do gênero blogueiro. O que há em Pó de Parede é uma idéia literária realizada com uma incrível convicção."
Renata Miloni, Le Monde Diplomatique leia a resenha completa"Tive a felicidade de ler ótimos livros este ano e Pó de parede completa o que posso chamar até de sorte. Comecei a ler preparada para encontrar personagens-humanos que se relacionavam nos três contos, mas Carol Bensimon reconstruiu minha memória e me fez lembrar de que a literatura pode ter uma importância muito maior quando os personagens principais fazem sentir em vez de sentirem."
Paulo Scott leia a apresentação completa"Li e reli as histórias pelo prazer de redescobrir sua capacidade de lidar com a linguagem, com a complexidade inevitável da existência, sem afetação, sem falsos heroísmos, sem condescendência. Carol é a prova de que maturidade literária pouco tem a ver com a idade, e este seu Pó de parede é um dos melhores livros de estréia de autor brasileiro que tive oportunidade de ler nos últimos anos."